Postagens

Musa Lendária, NÃO. Mulher Plural!

Imagem
  Mulher plural. É assim que Geraldo Galvão Ferraz define sua mãe ao fazer apresentação de Paixão Pagu (2005). No texto, ele comenta sobre a imagem que a situa como irresponsável, “porra louca” e exibicionista, visão essa que, segundo ele acabou por constitui-se em uma lenda preconceituosa e sensacionalista construída em torno do nome Pagú. Mas ao mesmo tempo adverte que a narrativa elaborada por Pagú naquele texto dedicado a seu pai, surpreenderia aos leitores, pois quebraria o rosto construído pelo mito. Este é o rosto (acima) construído para introduzir Pagú ao cenário literário político e cultural dos anos 80, como uma tentativa de superar a visão citada e destacar sua ação também, como escritora.  Esse livro foi a antologia de Augusto de Campos (1982) responsável por introduzir Pagú na agenda crítico histórico brasileira. A citada capa apresenta uma Pagú jovem, à época de sua intensa participação no grupo dos modernos que criaram a Revista de Antropofagia .  A pa...